15.5.08

Rasgando a Pele

No tempo que não passa.
O quotidiano que se apressa a ditar sua rotina,
Qual gente medonha, com medo do imprevisível.
Tempo que gira à minha volta ,
Que dança, pensando que me encanta,
Que grita, pensando fazer-se ouvir melhor dessa maneira,
Que à posteriori geme a dor da rejeição!
Tempo que me critica
Por não lhe dar a mão, qual casal enamorado!
Se por ele não bate meu coração,
Porquê acompanhar?

Mais vale ser criança eterna,
Que crescer dentro do tempo
E tornar-me dessa forma
Apenas mais uma ;
Apenas outra ;
Apenas ninguém.
Entre as sombras que vagueiam neste planeta de fantasmas.
Gente sem alma ou coração,
Gente que apela à paixão, à dor!

Sem se lembrar, que para lá dessa sombra,
Poder eventualmente
Existir vida.

1 recados:

pitanambu said...

...
you take my breath away.
<3-te